..:: Solenidade da festa de CRISTO REI do universo ::..

Deus tem Rosto Humano

"...todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes” Mt. 25

Reconhecemos Cristo Rei, no servidor que quis estabelecer o reino de justiça e de paz, tão desejado pelos homens e pelas mulheres de todos os tempos. Ele é o Centro Vital! Seu trono é a cruz; sua coroa é de espinhos e seu cetro é o bastão de pastor.

No evangelho da Mateus 25,31-46, Ele nos fala de famintos e doentes, de maltrapilhos e presidiários, de cordeiros e cabritos (...). Muitas vezes nos enganamos e pensamos numa realidade de reinados simplesmente humanos e interesseiros como, batalhas, vitórias e territórios conquistados. Jesus, o Cristo, Rei do universo nos fala de pão e de água, de remédios, de roupa e de visitas fraternas, nos fala de valores presentes na vida cotidiana.

No texto bíblico todo o discurso nos revela uma imagem de Deus revolucionária: Ele se identifica com aqueles que sofrem, que passam fome e sede, que são estrangeiros, que estão nus. Jesus Cristo é o rei dos pobres, têm feições próprias ““ Feições de crianças golpeadas pela pobreza ainda antes de nascer; Feições de jovens desorientados por não encontrarem seu lugar na sociedade; Feições de indígenas e de afro que vivem segregados e em situações desumanas; Feições de camponeses que vivem sem terra, em situação de dependência; Feições de operários mal remunerados e que tem dificuldades de se organizar e defender seus direitos; Feições de desempregados, despedidos pelas duras exigências das crises econômicas; Feições de marginalizados e amontoados das nossas cidades; Feições de anciãos, postos à margem da sociedade, que prescinde das pessoas que não produzem como descreve muito bem o documento de Puebla (Doc. de Puebla).

A identificação de Deus com o ser humano é tão forte e tão decisiva que, no momento do encontro definitivo com Ele, o critério para entrar no Reino não é o que cada pessoa fez ou deixou de fazer “para” Deus, mas o que ela fez ou deixou de fazer “para” os seus semelhantes”, com os quais conviveu em seu caminho cotidiano. Jesus assume como próprios todos os sofrimentos e as necessidades de todos os humanos: “tive fome, estive enfermo e encarcerado, e me acolheste”.

Celebrar Cristo Rei é um compromisso decisivo e solidário para com aqueles que sofrem. O que fazemos às pessoas famintas, aos imigrantes indefesos, aos enfermos desvalidos, aos encarcerados esquecidos por todos, tem um valor absoluto, pois o estamos fazendo para o mesmo Deus.

Deus, puro amor misericordioso, tenha compaixão de nós e de todo povo caminheiro, nos conceda a graça de ter em nós os sentimentos de Cristo Jesus que se humilhou, se fez criatura para nos resgatar com a luz, a plenitude da graça, a salvação. Nele queremos proclamar “Jesus Cristo é o Senhor para gloria de Deus Pai”

Ir. Ivoni Lourdes Fritzen,FCR

Rio Grande da Serra,SP